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Ibope: 75% dos brasileiros acretitam que Bolsonaro está no caminho certo para

Percentual positivo cresce quando há renda familiar maior

Foto: Jair Bolsonaro em entrevista na Globo News
Pesquisa CNI-Ibope divulgada hoje (13) mostra que 75% dos brasileiros – três em cada quatro – acreditam que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e sua equipe estão no caminho certo em relação às decisões tomadas até o momento. De acordo com o estudo, 14% acham que Bolsonaro está no caminho errado e 11% não sabem ou não responderam à pergunta. 
Os números mostram que, quanto maior a renda familiar, maior o percentual dos que acreditam que o presidente eleito está no caminho certo. O índice é de 70% entre aqueles com renda familiar de até um salário mínimo e chega a 82% entre os que têm renda familiar superior a cinco salários mínimos."

Fábio Assunção ator da campanha #EleNão é flagrado bêbado em supermercado

Ator se envolveu em varias polêmicas de 2017 para cá. Dessa vez foi pego bêbado e baixo efeitos de outras substancias.

Foto: Fábio Assunção ator da campanha  #EleNão 

 Fábio Assunção foi apego pelo segurança de um supermercado a fumar um cigarro no espaço comercial, num momento em que se mostra visivelmente embriagado.
Ator continua mostrando o nível da galeria #EleNão, que não para de dar vechames.
O nome do ator brasileiro está a ser tema de notícia em todos meios de comunicação por um vídeo que se tornou viral nas redes sociais. Nas imagens, Fábio Assunção aparece a fumar um cigarro dentro de um supermercado.

Quando o agente de segurança se aproxima e pediu que o apagasse, o intérprete começou dizer coisas sem sentido e a chamar pelo gerente da loja. Um homem que estava ali perto resolveu a situação ao acompanhar o ator até à rua.

Veja o Vídeo


Pesquisadores encontram dois mil itens em escombros do Museu Nacional

Cinco meses após ser destruído por um incêndio, o museu abriu as portas, pela primeira vez, para pessoas que não trabalham na instituição.

 Pesquisadores encontram dois mil itens em escombros do Museu Nacional 
  Cinco meses depois de ser destruído por um incêndio, o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, recebeu, nesta terça-feira (12), pessoas que não trabalham na instituição. Foi possível ver o que restou das instalações e acompanhar o trabalho minucioso de recuperação do acervo que sobrou, peça por peça.

O resgate começou pelo alto. Os pesquisadores do Museu Nacional tiveram que aprender a trabalhar pendurados.

“Um guindaste pegava esses pesquisadores, levantava eles numa espécie de gaiola e levava para as partes altas do museu. Minha sala ficava naquelas duas janelas lá. Eu descia de guindaste e ficava lá em cima procurando alguma coisa que pudesse... Isso foi feito em várias áreas do museu”, contou Sérgio Alex Azevedo, professor de paleontologia da UFRJ e pesquisador do Museu Nacional.
Algumas paredes ficaram em pé, mas, atrás delas, só entulho. Bem diferente de como era antes. “É bem difícil voltar aqui, subir por essa entrada principal por onde passavam cerca de 300 mil visitantes por ano em busca de encontrar a história do Brasil, e encontrar isso aqui”, fala a repórter Mônica Sanches.

Vigas retorcidas, fios derretidos. Num canto, um velho extintor; em outra parede, a caixa de luz queimada. A causa do incêndio ainda é um mistério. A Polícia Federal espera a conclusão de um laudo técnico.
Por todo o lado, dá para ver as marcas do fogo e os pedaços do passado que teimam em resistir. A homenagem ao botânico alemão, os símbolos da monarquia. Num espaço, o que sobrou do acervo da mineralogia.

Armários de ferro - resistentes, antigos, encontrados com as gavetas fechadas, - renderam boas surpresas para os pesquisadores. Nesta parte do acervo, já foram encontradas mil peças.
“Só que aqui tinha 70 mil exemplares, né? Então, vamos ver o que a gente vai conseguir retirar. A gente tem esperança que esse material esteja em boas condições”, disse a pesquisadora Luciana Carvalho.

O museu virou um campo de pesquisa arqueológica, um garimpo. Das ruínas, surgem ossos, conchas, pedras, pedaços de vasos feitos por índios. Em cinco meses de buscas, os pesquisadores já encontraram 2 mil itens.
Esse trabalho vai continuar até o fim de 2019. Ainda não há prazo para a restauração total do prédio.

“Tem nos surpreendido de uma forma extremamente positiva, e que nos dá um problema. Precisamos de mais espaço, de mais contêineres e mais infraestrutura para continuar este trabalho. Ou seja, nós estamos agora conseguindo, felizmente, recuperar parte da história brasileira, graças a este grupo de pessoas que está se dedicando todos os dias para fazer essa atividade”, disse o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner. 




Fonte: G1

A esquerda realmente pretende acabar com o racismo no Brasil?

Acompanhe o vídeo onde é citado o período monárquico no Brasil como exemplar nessa questão!



Nunca será resolvido o Problema do Racismo no Brasil se depender da Esquerda!!! Pois se Utilizam do Negro pra Obter Vantagens Infinitas!

Veja o Vídeo: 


USP cancela matrículas de estudantes de colégios militares aprovados pelo Sisu

Comando Militar vê retaliação a governo Bolsonaro na decisão; USP alega que escolas não se enquadram no sistema de cotas


Cidade universitária da Universidade de São Paulo (USP) Foto: Rafael Arbex/Estadão
Uma decisão da Universidade de São Paulo (USP) de cancelar matrículas de estudantes de colégios militares aprovados no vestibular por meio do Sistema de Seleção Unificado (Sisu) mobilizou, na tarde desta sexta-feira, 15, o Comando do Exército e o Ministério da Educação. A corporação identificou na medida da universidade uma retaliação ao governo Jair Bolsonaro.

A Pró-Reitoria de Graduação da universidade alegou que as 12 escolas mantidas pelo Exército não se enquadrariam no sistema de cotas por serem mantidas por contribuições e quotas mensais pagas por pais de alunos. 

Numa reunião fechada no campus que se estendeu ao longo da tarde desta sexta, um representante do Comando do Sudeste, sediado em São Paulo, tentou convencer dirigentes da universidade a reverter a decisão, que afeta mais de 20 alunos, nas contas do Exército, ou dez, na estimativa da USP. Ele saiu de lá apenas com a promessa de que o caso seria analisado, sem previsão de prazo, relataram ao Estado militares envolvidos na questão. O ato foi interpretado pela corporação como um “ataque político” para atingir o governo Jair Bolsonaro.

O governador de São Paulo, João Doria, foi acionado pelo Comando Militar do Sudeste, pois a universidade é mantida pelo Estado. Ao mesmo tempo, os militares telefonaram para Brasília. Uma operação foi deflagrada à noite na capital federal pelos militares. O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, foi acionado e entrou para interferir a favor dos alunos.

Matrícula. Nesta quinta-feira, 14, a universidade enviou e-mail aos estudantes para informar sobre o cancelamento da matrícula dos aprovados no concurso de acesso da instituição por meio das cotas de escolas públicas. Numa mensagem obtida pela reportagem, a universidade informa a um aluno aprovado no curso de Medicina que cancelou sua matrícula para não “burlar” a “finalidade das políticas de inclusão”.

O texto foi elaborado pela Comissão para o Monitoramento Operacional do Processo de Ingresso. O pró-reitor de Graduação, Edmund Chada Baracat, assinou a mensagem. 

Presidente exonera Gustavo Bebianno

Bolsonaro confirma demissão de Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência e general ocupa cargo


(Foto: )

O presidente Jair Bolsonaro decidiu mesmo demitir o ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno (PSL), conforme foi anunciado na sexta-feira. Ao anunciar a decisão, o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros (foto), disse que o substituto será o general da reserva Floriano Peixoto Neto.
Otávio Rêgo Barros leu uma nota da Presidência, na qual Bolsonaro agradeceu a “dedicação” de Bebianno durante a permanência no cargo de ministro.

O presidente ainda desejou “sucesso” ao agora ex-ministro.
“O excelentíssimo senhor presidente da República Jair Messias Bolsonaro decidiu exonerar nesta data, do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, o senhor Gustavo Bebianno Rocha. O senhor presidente da República agradece sua dedicação à frente da pasta e deseja sucesso em sua nova caminhada”, declarou o porta-voz.
De acordo com Rêgo Barros, a decisão de Bolsonaro de demitir Bebianno é de “foro íntimo do nosso presidente”.

Primeiro ministro a deixar o governo, Bebianno despachava do Palácio do Planalto e foi um dos coordenadores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro no ano passado.

A demissão do ministro é confirmada em meio a uma crise no governo gerada pela suspeita de que o PSL, partido ao qual Bolsonaro e Bebianno são filiados, usou candidatura “laranja” nas eleições do ano passado.

Atrasos no programa de investimentos acabaram deixando 69 projetos de infraestrutura engatilhados para atual administração.

Governo Bolsonaro surfa em herança negativa de Temer e quer leiloar aeroportos, ferrovia e portos nos 100 primeiros dias


A parte de transportes foi a maior decepção dentro do projeto durante o Governo Temer.
 Apenas quatro aeroportos, uma rodovia e nenhuma ferrovia.                 
 O governo Jair Bolsonaro estipulou 35 metas a serem alcançadas já nos primeiros 100 dias de governo. Enquanto a esperada - e complicada - reforma da Previdência ficou de fora desse pacote, o que entrou e poderá permitir à nova administração mostrar resultados rápidos na área econômica são dezenas de projetos de infraestrutura herdados do governo de Michel Temer.

O Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) - anunciado em setembro de 2016 com uma carteira de obras e estatais a serem concedidas ou vendidas ao capital privado - apresentou os atrasos habituais que o brasileiro está acostumado a ver na administração pública e saiu parcialmente do papel no governo anterior.


                     Além da Norte-Sul, o PPI quer leiloar mais onze ferrovias até 2020                 

 As privatizações também não saíram do papel A proposta de venda de ações da Eletrobras, anunciada para a primeira metade de 2018 e agora prevista para 2020, vem enfrentando questionamentos na Justiça e resistência no Congresso. A venda da Casa da Moeda segue em fase de estudos. Já a concessão da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex), a "raspadinha", já foi adiada três vezes por falta de interessados.

Apesar dos atrasos, o PPI recebe uma avaliação predominantemente positiva entre empresários e analistas da área de infraestrutura. A percepção é que o principal mérito do programa, que conta com apenas 50 pessoas, foi coordenar projetos que estavam "espalhados" em diferentes ministérios, centralizando a interlocução entre os diversos órgãos envolvidos - ministérios, agências reguladoras, órgãos de controle como Tribunal de Contas da União e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - e o meio de campo com o setor privado.

"Considerando que (a gestão Temer) foi um governo curto, acho que o balanço foi positivo. Houve um bom trabalho de estruturação dos projetos e o novo governo tem mais é que aproveitar essa herança", afirma o pesquisador do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da FGV Edson Gonçalves.

24 projetos entre março e abril

A gestão Bolsonaro pretende botar no mercado 24 projetos nos primeiros cem dias. Entre 15 de março e 5 de abril, o plano é que sejam leiloados 10 terminais portuários, a ferrovia Norte-Sul, a rede de comunicações integradas do Comando da Aeronáutica e 12 aeroportos - Recife (PE), João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Maceió (AL), Aracajú (SE), Juazeiro do Norte (CE), Vitória (ES), Macaé (RJ) e mais cinco no Mato Grosso.







                     A ferrovia Norte-Sul está entre as ferrovias que serão leiloadas                 

 A previsão é que esses projetos gerem R$ 2,3 bilhões em outorgas e R$ 8,3 bilhões de investimentos ao longo dos contratos, que têm prazo de até 30 anos.
A carteira recebida de Temer soma no total 69 projetos: o programa prevê outros 24 concedidos até o final do ano e mais 21 em 2020, com destaque para mais onze ferrovias e seis rodovias.

O impacto sobre a economia, porém, não será sentido de imediato, já que os investimentos em infraestrutura demandam etapas, como o licenciamento ambiental, que podem levar mais de um ano, nota o economista Claudio Frischtak, sócio da Inter B. Consultoria.

Ele estima que a taxa de investimento em infraestrutura deve ficar em 1,6% do PIB (total de riquezas produzidas no país) neste ano, patamar parecido com os de 2017 e 2018 e inferior a média de 2,2% vista de 2010 a 2016.
Na sua projeção, os investimentos devem se acelerar a partir de 2020, o que pode levar essa taxa a 4% em 2022. "Seria um pequeno milagre. Não vemos esse patamar há muitos anos", destaca.

Para isso se concretizar, porém, "tudo tem que dar certo", afirma Frischtak. Isso significa novos projetos serem incluídos no PPI e o governo conseguir aprovar no Congresso as reformas que vem prometendo, como a da Previdência (para equilibrar as contas públicas), o novo marco regulatório do saneamento básico (para destravar obras no setor) e uma lei das agências regulatórias (que dê mais segurança jurídica).

'Não foi consequência do que sobrou do governo', diz secretário

O governo Bolsonaro já mapeou mais 94 projetos, quase metade de aeroportos (44), que podem ser incluídos no PPI. Tudo está sendo tocado sob o comando de Adalberto Vasconcelos, engenheiro com duas décadas de experiência no Tribunal de Contas da União que foi mantido como secretário especial do programa.
Ele não vê os projetos iniciados na gestão anterior como "herança".


                     É na parte das rodovias que as PPIs têm tido mais dificuldade                 

 "Não foi consequência do que sobrou do governo. Foi algo planejado para dar continuidade administrativa. É uma virtude do governo manter o programa e aos leilões planejados", afirma.

Para reforçar o argumento, o secretário ressalta que 18 projetos entraram na carteira em julho de 2018, quando faltavam menos de seis meses para o fim da gestão Temer. O grosso dos projetos atrasados, no entanto, foi anunciado até agosto de 2017 (60 dos 69).
É o caso, por exemplo, da construção da Ferrogrão, ferrovia de 933 km para escoar a produção de grãos de Mato Grosso, partindo da cidade de Sinop, até o porto de Miritituba no Rio Tapajós, Pará.

O projeto foi anunciado na primeira reunião do PPI, em setembro de 2016, mas se encontra em fase de consulta pública. Seu traçado impactará mais de 20 áreas protegidas, entre Terras Indígenas e Unidades de Conservação. A Rede Xingu+, que representa povos e comunidades da região, teme que o empreendimento estimule mais plantações assim como a abertura de mais estradas para levar a carga até a ferrovia, atingindo seus territórios e nascentes de rios. 

O Governo prevê leiloar a Ferrogrão até o fim de 2019.
"Cada setor de infraestrutura tem seu timing. Quando você faz um terminal portuário, (o impacto) é localizado. Uma linha de transmissão também não dá muita discussão. Mas quando você vai fazer uma rodovia, uma ferrovia, tem interferência, precisa fazer a consulta", afirma Vasconcelos, ao explicar a diferença de andamento dos projetos.

Mas não é só isso: a diferença de ritmo também reflete o que Temer herdou do governo Dilma Rousseff. No caso das linhas de transmissão, foi possível aproveitar projetos que haviam empacado em diversas tentativas mal sucedidas de leilões entre 2013 e 2016. Em agosto de 2015, por exemplo, quando o governo ofertou 11 lotes, só quatro foram arrematados, sendo que três receberam apenas um lance.

Segundo o secretário, o PPI fez ajustes nos contratos, tornando a remuneração do investimento mais atrativa, o que levou a 100% de sucesso nos 82 leilões de transmissão realizados na gestão Temer.

No caso do setor portuário, que não tinha concessões desde 2013, foi possível fazer oito novas, além de nove renovações, aproveitando estudos já em andamento na Empresa de Planejamento e Logística.
Já na parte de ferrovias, rodovias e aeroportos o trabalho a ser feito era maior, segundo o secretário. "Em ferrovias, o governo anterior não tinha feito nada", justifica.

Leilão da Ferrovia Norte-Sul enfrenta polêmica

O leilão de um trecho da Norte-Sul, previsto para 28 de março, será a primeira concessão de ferrovia à iniciativa privada em doze anos no Brasil. São 1.537 km de extensão, ligando Estrela d'Oeste (SP) a Porto Nacional (TO). O lance mínimo para o leilão está previsto em R$ 1,35 bilhão e os investimentos obrigatórios no prazo de dois anos para acabamento e melhoria da malha são de R$ 2,8 bilhões.

O edital foi aprovado pelo TCU, apesar das críticas do procurador do Ministério Público que atua junto ao tribunal Júlio Marcelo de Oliveira.
Na sua avaliação, o contrato traz regras favoráveis à VLI (empresa de logística da mineradora Vale que opera ferrovias no norte do país) e à Rumo (que opera a malha ferroviária em São Paulo), afastando investidores estrangeiros. Isso porque o edital prevê solução temporária, de apenas cinco anos, para o "direito de passagem" da carga transportada na Norte-Sul seguir depois por trilhos das duas empresas até o porto de Santos (SP) ou os portos em São Luís (MA).

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, na avaliação do MP, a regra do direito de passagem não foi acatada pelas empresas que já atuam no setor. O "direito de passagem" teria sido imposto de forma unilateral pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mudando regras de contratos já existentes, "o que poderia levar a questionamentos jurídicos". "Na opinião do procurador", diz o jornal, "esse fato retira a atratividade da licitação, já que não seria garantido que a Vale deixaria locomotivas de outras empresas percorrerem o trecho que hoje administra". 


                     A gestão Bolsonaro quer botar no mercado 24 projetos nos primeiros cem dias                 

 "Não se há de admitir uma licitação viciada, dirigida, feita sob medida para a vitória de interessado previamente identificável", escreveu o procurador no ano passado, em artigo para o site Consultor Jurídico, sobre o leilão.

Adalberto Vasconcelos contesta as críticas. Segundo ele, o governo fará a renovação antecipada das concessões de ferrovia, inclusive as operadas por VLI e Rumo, e nos novos contratos as empresas terão que abrir mão da exclusividade de passagem da carga. Ele argumenta ainda que a Estrada de Ferro Carajás, da VLI, foi recentemente duplicada, de modo que é vantagem para a empresa escoar a carga da Norte-Sul.

"Qualquer trem que passar por ali é renda extra para a Vale. Precisamos resolver o direito de passagem, isso será feito na prorrogação, mas não existe esse problema hoje, tanto que o TCU aprovou o edital", disse.

Além da Norte-Sul, o PPI quer leiloar mais onze ferrovias até 2020 - a previsão é dobrar a parcela de carga transportada trens no Brasil de 15% para 31% a partir de 2025.


Problema maior nas rodovias

Mas é na parte de rodovias, em que as obras têm grande potencial de geração de empregos, que o PPI mais tem enfrentado dificuldades.

A primeira concessão - da Rodovia de Integração do Sul (RIS), com 473 km que cortam 32 municípios gaúchos - saiu com atraso em novembro. A CCR ganhou a operação por 30 anos ao oferecer o menor pedágio (R$ 4,30) e terá que investir R$ 7,8 bilhões em obras de melhorias e duplicação de alguns trechos.

Foi o primeiro leilão desde abril de 2014. "É um avanço muito lento que está totalmente defasado em relação às necessidades do país", crítica Cesar Borges, presidente da ABCR (Associação Brasileira de Concessões Rodoviárias) e ex-ministro dos Transportes por cerca de um ano no governo Dilma.


O governo Bolsonaro já mapeou mais 94 projetos, quase metade de aeroportos (44),
 que podem ser incluídos no PPI       
         

"Mas defendemos que é melhor manter o PPI do que voltar pra estaca zero e recomeçar tudo de novo", ponderou.
Para 2019, só há previsão de mais duas concessões: um trecho da BR 101 (SC) e a BR 364/365 (GO/MG). Na avaliação de Borges, o grande entrave está nas revisões dos projetos impostas pelo Tribunal de Contas da União.

"Estão sempre colocando questões pseudotécnicas para aprimorar o projeto, mas que no fundo vão criando delongas, embaraços e inseguranças", reclama.
A questão é que as concessões de rodovias realizadas em 2013 e 2014 deram muito problema, o que elevou as exigências do tribunal na revisão dos novos projetos. São contratos que previam investimentos, como duplicação de estradas, e não estão sendo cumpridos. As empresas reclamam que o cenário econômico mudou, com queda no volume de tráfego, de modo que os valores fixados nos pedágios não são suficientes. Elas querem repactuar os contratos e, em alguns casos, até mesmo devolver a concessão.

O próprio Borges reconhece que de um total de cerca de 10 mil km concedidos, "quase 5 mil km tem problemas que pode levar até a devolução".
"Tem que ter bom senso pra sentar, repactuar e destravar os investimentos. Isso envolve a concessionário, o governo e os órgãos de controle", defende.
Já o procurador Julio Marcelo defende a postura do TCU e diz que "as empresas dão lances agressivos e aventureiros já pensando na repactuação".

"O PPI trouxe avanços na coordenação de projetos, agora espera-se que continue a incrementar a qualidade (dos projetos) para restaurar uma cultura de seriedade do cumprimento dos contratos no Brasil", disse à reportagem.


Bolsonaro explica, em vídeo, o porquê da demissão de Gustavo Bebianno

Com pouco mais de um minuto, o vídeo foi postado após o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, anunciar a exoneração de Bebianno.


Foto: Presidente Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro gravou um vídeo em que explica as razões pelas quais exonerou Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência da República. No vídeo, encaminhado à imprensa pela assessoria da Presidência da República, no começo da noite de hoje (18), Bolsonaro afirmou que “diferentes pontos de vista sobre questões relevantes trouxeram a necessidade de uma reavaliação”.

Bolsonaro “justifica” demissão de Bebianno, mas elogia o “seu trabalho”.


Veja o vídeo:


Líder português diz que Jean Wyllys não é bem vindo em Portugal

José Pinto-Coelho do PNR chega a dizer que Wyllys deveria voltar ao Brasil para ser preso.


Ex. Deputado, Jean Wyllys e cartola do PNR, José Pinto-Coelho
O ex-deputado federal Jean Wyllys (Psol) está na Espanha, mas se prepara para viajar a Portugal, onde pretende fazer conferência em Coimbra e em Lisboa. Só que tem um grande problema: o líder direitista e presidente do Partido Nacional Renovador  (PNR), José Pinto-Coelho não quer o brasileiro por lá e mandou recado para Wyllys voltar para o Brasil. As informações são do site Conexão Política.

O líder do PNR, em Portugal, não gostou muito do fato de Jean Wyllys ir palestrar em seu país.


“Esse ‘cafajeste’ da extrema-esquerda, que abandonou o Brasil com a mentira de que estava a ser perseguido, vem agora debitar puro lixo em Coimbra? O PNR lá estará a marcar ‘presença’! Volte para o Brasil e promova lixo, mas na cadeia, lugar onde deveria estar”, declarou Pinto-Coelho, em sua conta no Twitter.



 De acordo com publicação assinada pelo jornalista Anderson Sandes, o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra promoverá uma conferência no dia 26 de fevereiro com a presença do ex-deputado brasileiro  — aquele cujas principais conquistas foram: cuspiu no atual presidente, falou um monte de coisas que a população abomina e fugiu por covardia para a Espanha.

Ainda segundo o site, a palestra tem como título enfadonho: “Discursos de ódio e fake news da extrema direita e seus impactos nos modos de vida de minorias sexuais, étnicas e religiosos — o caso do Brasil“.

E continuou o português: “Jean Wyllys, não és bem-vindo a Portugal e o PNR irá dizer-te isso pessoalmente! No dia 26 em Coimbra e no dia 27 em Lisboa!”

Vagner Moura, diretor do Filme 'Marighella', Detona o Brasil no exterior

Caio Coppola da Jovem Pan informa sobre as "meias verdes", tentando manipular os estrangeiros contra o novo governo do Brasil.

Ator e diretos, Wagner Moura fazendo gestos comunistas.
Filme 'Marighella', de Wagner Moura, bate recorde de avaliação negativa no IMDB após protestos políticos

Questionado sobre a má nota no IMDb, atualmente de 2,5 de 10, Wagner Moura pede a internautas que não negativem o filme.

Marighella tem no elenco Bruno Gagliasso, Adriana Esteves e Seu Jorge. A história irá retratar a vida de Carlos Marighella e irá mostrar todo o início de sua militância política.



O coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos (PSOL), usou o Twitter na noite desta sexta-feira (15) para informar que o lançamento no Brasil do filme “Marighella”, deve acontecer em uma ocupação do movimento sem teto.

Veja o Vídeo: 


Confira os áudios vazados de conversa entre Bebianno e Bolsonaro

A revista Veja publicou os áudios da conversa entre Gustavo Bebianno e Jair Bolsonaro

Foto: Ex Ministro, Gustavo Bebianno e o Presidente Jair Bolsonaro

A revista Veja acaba de publicar em sua página na internet áudios da conversa entre Gustavo Bebianno com o presidente Jair Bolsonaro durante a crise no governo devido ao escândalo das candidaturas laranjas no PSL.
Nos áudios obtidos pela Veja, Bebianno e Bolsonaro discutem, se desentendem e trocam acusações sobre o andamento do caso. Nos áudios, Bolsonaro mostra-se irritado e impaciente, enquanto Bebianno tenta pacificar as coisas.

A crise no governo agravou-se na quarta-feira (13), quando o jornal O Globo trouxe uma declaração de Bebianno negando qualquer crise no governo e dizendo que tinha conversado com Bolsonaro “três vezes” no dia anterior.

Carlos Bolsonaro, filho do presidente, postou um tuíte dizendo que era “mentira absoluta” que Bebianno tivesse falado com seu pai. Carlos e Bebianno nunca foram próximos e existia um conflito interno entre ambos. 
Com o andamento da Crise, Bebianno foi exonerado do cargo ontem (18), durante a tarde.


Ouça os áudios:


Como podemos analisar não ouvimos nada de errado ou comprometedor nos áudios. Única coisa que comprovamos com esses áudios é o infantilismo de Gustavo Bebianno. 

Presidente recebe alta e viaja rumo a Brasília de volta ao trabalho

Jair Bolsonaro, acaba de receber alta no Hospital Israelita Albert Einstein e esta motivada para voltar aos deveres como presidente.

Foto: Jair Bolsonaro deixando o hospital

Palavras do Presidente: 

- Foram três cirurgias, mais de 1 mês no hospital nestes últimos 5 passados. Finalmente deixamos em definitivo o risco de morte após a tentativa de assassinato de ex-integrante do PSOL. Só tenho a agradecer a Deus e a todos por finalmente poder voltar a trabalhar em plena normalidade!


Confira o vídeo na integra: 


NDB News

É crescente o número de brasileiros que defendem a Monarquia como sistema de governo no Brasil.

Quem são e o que pensam os jovens que defendem a volta da monarquia brasileira

Deputado: Dom Luiz Phillipe Orleans e Bragança (PSL)

 Pensou errado quem achava que os defensores da monarquia como forma de governo ideal para o Brasil estavam entre as maiores faixas etárias. Apesar da entrega do poder a um rei ou uma rainha ser uma ideia antiga, são os mais novos que estão se engajando cada vez mais na tentativa de reviver o império brasileiro através do que eles chamam de uma “monarquia constitucional parlamentarista”. Isso é, um estado em que um monarca reina, um primeiro-ministro chefia o governo e os deputados legislam.

O #FocaNoVoto conversou com jovens de Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia para tentar entender por quais motivos eles se dedicam diariamente na mobilização de novos seguidores para uma página no Facebook, que conta com 90 mil adeptos e o que os faz deixarem seus estados para uma reunião anual envolvendo jovens pró-monarquia todo mês de junho.


A premissa, além disso, era tentar entender qual é a relação desses eleitores com os partidos políticos e com as urnas, já que não entendem a República e o presidencialismo como adequados para a conjuntura nacional. A reportagem descobriu que monarquistas e a democracia vão muito bem, obrigado, e têm um novo encontro marcado para eleições de outubro.

O estudante de Relações Internacionais Matheus Guimarães, de 23 anos, é um dos administradores da página “Pró-Monarquia”, que é diretamente ligada à Casa Imperial. É da casa dele em São Gonçalo, na região Metropolitana do Rio, que ele comanda quatro contas diferentes em redes sociais como um trabalho voluntário no secretariado da família imperial.



— Muita gente acha que é piada e faz chacota, mas é pouco. Quem respeita busca conhecer e considera a nossa posição válida. É um absurdo pensarem que os monarquistas são anti-democráticos. Trata-se de um regime mais democrático que a República. Na época da monarquia, o Brasil ia muito bem comparado com outros países. Havia problemas, e a escravidão era o maior deles. Se continuássemos naquele caminho, estaríamos muito melhor atualmente — defende o universitário.

A visão da monarquia constitucional parlamentarista em contraposição à democracia incomoda Guimarães, que tem título de eleitor há quatro anos e votou em Geraldo Alckmin nas ultimas eleições:

— O movimento monárquico permite que cada apoiador escolha seu candidato, essa é uma escolha pessoal minha. A família imperial é apartidária e o imperador (Dom Luiz de Orleans e Bragança, o chefe da Casa Imperial) trabalha para todos os brasileiros, não tem partido.


Príncipe D. Antonio de Orleans e Bragança e a esposa dele,
 a Princesa D. Christine de Orleans e Bragança

JOVEM GASTA R$ 400 PARA PARTICIPAR DE ENCONTRO

Nos dias 2 e 3 de junho, aconteceu no Flamengo, na Zona Sul carioca, o 28º Encontro Monárquico. Após ter conquistado o recorde de público em 2017 (com 300 pessoas), o evento reuniu cerca de 150 participantes, em comemoração ao aniversário de 80 anos do Príncipe Dom Luiz. Piloto comercial de aviões, o sul-matogrossense Lucas Serrou Queiroz Botelho, de 29 anos, viajou por 4h entre Campo Grande e a chamada “Cidade Maravilhosa” para estar ao lado de outros pró-monarquistas. Do bolso, saíram R$ 400 para bancar a aventura em defesa da sua visão política.

As brincadeiras feitas a partir da maneira como ele enxerga a relação entre a coroa e a política são um incômodo:

— Dizem que quero pagar imposto para o rei ou ser bobo da corte. Parece até piada de criança. Isso é ignorância política, porque as pessoas não têm informação.

“O MAIOR GOLPE DA HISTÓRIA FOI A REPÚBLICA”, DIZ JOVEM


De Porto Seguro, na Bahia, Carlos Vitor Valiense passou a se interessar pela “causa imperial” aos 11 anos de idade, nas aulas de História do colégio, quando um professor explicava as cores da bandeira do Brasil. Aos 22 anos, ele também percorre uma grande distância para discutir uma alternativa ao atual modelo governamental brasileiro: 1.108 km, mais precisamente.

— Só sabia o que era monarquia pelos filmes. Aquele dia me mostrou a farsa da República. Minha curiosidade sobre o assunto foi crescendo. Falam muito em “golpe” atualmente, mas o maior golpe da história do Brasil foi a República, pela forma que as coisas aconteceram. Foi uma reunião entre generais, sem aclamação popular. Não foi um pedido do povo, não teve clamor social — afirma Valiense.



NÚMERO DE ADEPTOS TERIA CRESCIDO COM O IMPEACHMENT
Para o paulista Guilherme Nicastro, de 24 anos, a crise política enfrentada pelos brasileiros nos últimos anos fez com que a adesão ao movimento pró-monarquista aumentasse. A descrença nas atuais formas de fazer política seria, portanto, o motor deste crescimento.


— Tivemos um boom nas redes sociais entre 2015 e 2017. O motivo é a crise gerada pelo sistema presidencialista, que não consegue resolver o problema. Quando estamos em crises, buscamos alternativas. E a monarquia pode ser uma delas — defende o bacharel em Direito, que passou a se interessar pelo tema no ensino médio, quando desenvolveu um trabalho de conclusão de curso sobre o plebiscito de 1993, quando os brasileiros escolheram a manutenção do sistema presidencialista

Ainda segundo o recém-formado pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, o resultado da consulta popular revelou, há 25 anos, que a preferência pela monarquia pode surpreender. Na época, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 10,13% da população escolheu a monarquia contra 54,75% dos votos do vitorioso presidencialismo.

— O debate sobre a monarquia não foi sequer uma discussão, foi terrorismo. As propagandas de oposição demonstram isso. E, mesmo assim, a monarquia teve mais percentual de votos do que alguns candidatos vão ter este ano — diz Nicastro, que no ano passado passado participou de um protesto pró-monarquia na Avenida Paulista, no Centro da capital paulistana.

Minas Gerais já está no 11º encontro monárquico, já São Paulo teve seu primeiro no dia 8 de setembro, no Nacional Club. O Maranhão terá sua segunda edição este ano, e Rondônia teve seu primeiro evento desse tipo no dia 1º de agosto.


Por Kátia Gonçalves e João Paulo Saconi
estagiários sob supervisão de Daniel Biasetto.

Jair Bolsonaro brinca com Mourão: “Você quer me matar?”

Vice-presidente estava indo a um churrasco quando recebeu a ligação de Bolsonaro


Vice-Presidente General Mourão sorrindo em telefonema
 O vice-presidente Hamilton Mourão comemorou a melhora do estado de saúde do presidente Jair Bolsonaro. Ele contou, nesta segunda-feira (11), que teve uma inusitada conversa ao telefone com Bolsonaro no último sábado. Os dois trocavam mensagens no WhatsApp quando o presidente ligou para o vice.

– No sábado eu estava lá no Rio de Janeiro, aí ele tinha me mandado uma mensagem e eu respondi para ele que eu estava indo para um churrasco da minha turma. Aí, 30 segundos depois, ele me liga: “Quer me matar?” Eu perguntei: Por quê? Ele respondeu: Eu nessa situação e você indo em churrasco! – disse Mourão, aos risos.

Segundo o general, temas importantes de governo, como a reforma da Previdência, estão esperando o retorno de Bolsonaro a Brasília para entrarem em pauta.

– O presidente está praticamente quase bom – completou Mourão.

STF debate criminalização da homofobia: entenda o que está em jogo

Ministros do Supremo julgarão se Congresso deve ter um prazo para apreciar projeto de lei que pede criminalização da homofobia e transfobia


Criminalização da homofobia é uma das demandas mais antigas de militantes
 Nesta quarta-feira, o STF (Supremo Tribunal Federal) deve julgar se a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero deve ser considerada crime.

Hoje, a homofobia e a transfobia não estão listados na legislação penal brasileira, ao contrário de outros tipos de preconceito, como aqueles por cor, raça, religião e procedência nacional. Uma das principais reivindicações de militantes LGBT no país, ela chegou à Corte por meio de duas ações, movidas pela ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros) e o PPS (Partido Popular Socialista), em 2012 e 2013, respectivamente.


Elas argumentam que o artigo 5º da Constituição Federal de 1988 determina que qualquer "discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais" seja punida criminalmente. Ao não legislar sobre a homofobia e a transfobia, deputados e senadores estariam se omitindo inconstitucionalmente, por "pura e simples má vontade institucional", algo que o Congresso nega.

Nas ações pede-se também que o STF fixe um prazo para que seja criada a lei e que, caso ele não seja cumprido ou se um prazo seja sequer considerado necessário pela Corte, ela própria regulamente temporariamente a questão até uma decisão do Congresso e criminalize esse preconceito, que para os autores das ações configura um tipo de racismo - pontos que são alvo de controvérsia entre especialistas da área.

"O direito penal existe para defender a sociedade e também minorias e grupos sociais vulneráveis", diz o advogado Paulo Iotti, doutor de Direito Constitucional e representante do PPS e da ABGLT nas ações. "Por isso, criminaliza o racismo e coíbe a violência contra a mulher, mas o Código Penal não é suficiente hoje para proteger a população LGBT."


Iotti argumenta que o STF considerou o antissemitismo um tipo de racismo, definido como "toda ideologia que prega a superioridade/inferioridade de um grupo relativamente a outro" em um julgamento de 2003, e pede que o mesmo agora seja aplicado à homofobia e à transfobia.

"Queremos igual proteção penal. Se você criminaliza alguns tipos de opressão e não outras, passa uma ideia sinistra de que são menos relevantes. Não se pode hierarquizar opressões."


Quais países já têm leis para punir o preconceito?


Em 2014, a Procuradoria Geral da República manifestou-se a favor da medida. Então à frente da instituição, o procurador Rodrigo Janot cita em seu parecer a Declaração de Direitos Humanos da ONU e outras legislações internacionais ao destacar que "a edição de normas penais para combater a homofobia e a transfobia é um compromisso internacional".


Um levantamento da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (ILGA, na sigla em inglês), que reúne mais de 1,3 mil grupos de defesa de direitos LGBT, mostra que 43 países - ou 23% dos Estados-membros da ONU - já têm legislações contra crimes de ódio motivados pela orientação sexual da vítima. Estas leis estabelecem crimes específicos ou consideram o motivo um agravante para elevar penas de crimes comuns. Em 39 países, há leis que punem discursos que incitam o ódio contra esse público.





  O Brasil foi incluído na primeira lista, mas a ILGA destaca que isso se deve às leis locais de 14 Estados e do Distrito Federal - regiões onde vivem 78% da população do país - além das leis de duas capitais (Fortaleza e Recife). Elas preveem sanções civis, como multas e perdas de licenças. No entanto, diz a organização, não há uma lei federal sobre a questão.


"Se isso se dá apenas no nível local, diferentes níveis de proteção podem coexistir dependendo da jurisdição. Uma lei federal cria um padrão nacional, e todos os juízes do país seriam obrigados a seguí-lo", diz Lucas Mendos, pesquisador da ILGA e coautor da 12ª edição do estudo Homfobia Patrocinada pelo Estado, que traça um panorama de leis sobre o tema no mundo.


Mendos afirma que o número de países que têm leis de combate ao preconceito por orientação sexual vem aumentando desde a primeira edição do relatório, mas ressalta que os governos "raramente o fazem por conta própria". "Isso se deve à atuação de militantes LGBT junto aos seus Legislativos."

Crimes motivados por homofobia e transfobia têm dois efeitos, segundo o pesquisador. "Há a agressão à vítima em si, mas também enviam uma mensagem perturbadora para outras pessoas nesta mesma condição. Estes crimes precisam de leis especiais ou previsão de penas maiores para refletir sua gravidade e mostrar que esse tipo de ódio não é tolerado pelo Estado."

Consultada pelo STF sobre o tema, a AGU (Advocacia Geral da União) disse ser contra os pedidos feitos à Corte. Avalia que "não existe qualquer comando constitucional expresso" de criminalização da homofobia e da transfobia. O texto fala em "punição", diz a entidade, mas sem determinar que seja por meio de uma lei penal.


A AGU também defende que o STF não tem competência para criar leis penais, função que o ordenamento jurídico brasileiro atribui exclusivamente ao Congresso. Fazer isso seria uma "ofensa ao princípio de separação de Poderes".

Ainda afirma que não existe uma omissão do Legislativo e faz uma referência à manifestação do Senado em uma das ações, que informou haver projetos de lei sobre o tema em tramitação no Congresso.

Projetos de lei tramitam no Congresso desde 2001

O projeto de lei mais antigo sobre o tema foi apresentado na Câmara dos Deputados em 2001. O PL 5003 foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e, após passar pelo plenário, foi enviado para ser apreciado pelo Senado em 2006, onde se transformou no PLC 122.
Seu objetivo era alterar a lei de racismo, de 1989, que pune crimes de discriminação ou preconceito de "raça, cor, etnia, religião e procedência nacional". O projeto pedia a inclusão no texto a discriminação por "gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero". Mas, após tramitar por duas legislaturas seguidas, o projeto foi automaticamente arquivado.

Até o início deste ano, tramitavam outros dois projetos no Congresso Nacional.

  O PL 7582/14, de autoria da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), define o que são crimes de ódio, entre eles os motivados por orientação sexual e identidade de gênero, e estabelece pena de um a seis anos de prisão de multa para quem "praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito". Mas, em janeiro, foi arquivado de acordo com regras do regimento interno da Casa.


O PLS 134/18, proposto pela ex-senadora Marta Suplicy (SP), cria o Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero e, entre outras disposições, regulamenta o "crime de intolerância por orientação sexual ou identidade de gênero", o "crime de indução à violência" e discriminações no mercado de trabalho e nas relações de consumo, punidos com penas de prisão de um a cinco anos. O projeto está atualmente na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor.


"Uma não decisão, no âmbito da produção legislativa, também é uma decisão", disse o Senado ao STF. "O trabalho legislativo também pode ser entregue na não elaboração de determinada norma, sobretudo quando há, como neste caso, intensos debates."

O advogado Rodrigo Pereira, presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFAM), diz que projetos de lei sobre homofobia e transfobia enfrentam uma grande resistência.
"O Congresso Nacional do Brasil é composto em sua maioria por parlamentares de correntes religiosas, especialmente a evangélica, que não deixam passar nenhuma proposta que tenha algum conteúdo moral", defende o presidente do IBDFAM, que participa de uma das ações julgadas pelo STF como amicus curiae, como são chamadas pessoas e entidades convocadas ou que se voluntariam a oferecer esclarecimentos sobre o tema em debate.

Criminalização da homofobia vs. liberdade de expressão


Outra crítica corrente à criminalização da homofobia é de que ela pode levar à violação da liberdade de expressão.

"É claro que qualquer excesso de agressão física ou verbal e de discriminação tem de ser punido, mas todos são iguais perante à lei, e dar o privilégio de criminalizar um discurso contrário à homossexualidade é uma agressão ao estado democrático e a um direito fundamental", defende Walter Silva, representante da Frente Parlamentar da Família e Apoio à Vida, grupo que reúne mais de 200 parlamentares do Senado e da Câmara e pediu ao STF para ser ouvida no julgamento das ações.

"Qualquer pessoa pode se expressar de forma respeitosa. Quem defende sua fé e a composição de uma família hétero não pode expressar sua opção e razões? Não podemos admitir qualquer patrulhamento de consciência."


Por sua vez, o advogado Paulo Iotti diz que o objetivo das ações não é "punir padre ou pastor por falar contra a homossexualidade".

  "Se um padre me disser respeitosamente que, na sua visão, ser homossexual é pecado, posso não gostar, mas não é crime e jamais seria, mas, se vou a uma igreja e ouço alguém dizer 'afaste-se de mim seu sodomita sujo, saia daqui', isso é um abuso do direito de liberdade religiosa e um discurso de ódio", afirma Iotti.


Quem se opõe à criminalização destes preconceitos alega ainda que a legislação existente já pune crimes cometidos contra o público LGBT.


"Todos os casos de violência contra homossexuais podem ser enquadrados em tipos penais como homicídio, lesão corporal, difamação", afirma Uziel Santana, presidente da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), que é amicus curiae de uma das ações no STF.

Santana afirma ainda que faltam dados oficiais e pesquisas concretas sobre crimes dessa natureza no Brasil e que a Anajure buscou fazer um levantamento próprio ao consultar secretarias estaduais de segurança pública.

"Quase nenhuma tinha uma base consolidada sobre esse tipo de conduta. A maioria são crimes passionais envolvendo só homossexuais. Sem fazer essa verificação, não podemos afirmar que existe homofobia na sociedade brasileira."


Pereira, do IBDFAM, considera estes argumentos uma "desculpa esfarrapada para sustentar o preconceito" e aponta que a legislação atual já pune crimes cometidos contra mulheres, mas que foram elaboradas leis específicas para coibí-los.


"O que abunda não prejudica. Os crimes de feminicídio não acabaram, mas foram reduzidos. Se a homofobia e a transfobia forem criminalizadas, uma pessoa preconceituosa vai pensar duas vezes e conter seus impulsos."





A lei brasileira já prevê crimes demais?


Mauricio Dieter, professor de Criminologia e Direito Penal da Universidade de São Paulo, explica que as leis que criminalizam o preconceito contra pessoas LGBT seguem uma tendência histórica.

"A homossexualidade já foi considerada um comportamento desviante e crime em muitos países. Depois, foi transformada em algo lícito. Agora, estamos em uma terceira fase em que condutas contra estas identidades passam a ser punidas ou consideradas crimes", diz o especialista.

Dieter avalia que a criminalização teria um "efeito simbólico" ao dar a atos cometidos com base neste tipo de preconceito uma "dimensão mais forte". Mas discorda que isso reduzirá a "opressão e marginalização de pessoas LGBT".


"É difícil sustentar a necessidade de se criar mais crimes no Brasil. Nossa legislação já prevê mais de 1,7 mil. Danificar uma planta ornamental é crime, usar gás de cozinha para aquecer piscina é crime, molestar cetáceo é crime. Se isso resolvesse problemas sociais, não teríamos mais violência no Brasil."


Renan Quinalha, professor de Direito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), concorda que a legislação penal não é uma solução para todas as questões sociais e que há medidas mais efetivas para combater o preconceito e a estigmatização.

No entanto, defende ele, a criminalização pode ter neste caso um caráter preventivo, combater uma "invisibilidade" deste tipo de discriminação e ser uma solução para a ausência de leis sobre o tema.

"Não existem dados oficiais no Brasil sobre homofobia, porque, quando um LGBT chega à delegacia, o que foi feito contra ele é enquadrado como um crime comum. Não há como fazer uma política pública eficiente para enfrentar esse preconceito desta forma", afirma Quinalha.


"Trabalhar estas questões nos campos da educação e cultura estimularia uma produção de consciência e de valorização da diversidade, de respeito, mas medidas assim têm sido bloqueadas no Congresso. Isso mostra que outros caminhos para fazer a discussão avançar estão fechados, e é preciso dar uma resposta imediata para esta situação de violência."


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