Slider

Imagens de tema por kelvinjay. Tecnologia do Blogger.

Pesquisar este blog

Compartilhar

Últimos Vídeos

Política

Últimas Notícias

Justiça

Brasil Império

Econômia

Ibope: 75% dos brasileiros acretitam que Bolsonaro está no caminho certo para

Percentual positivo cresce quando há renda familiar maior

Foto: Jair Bolsonaro em entrevista na Globo News
Pesquisa CNI-Ibope divulgada hoje (13) mostra que 75% dos brasileiros – três em cada quatro – acreditam que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e sua equipe estão no caminho certo em relação às decisões tomadas até o momento. De acordo com o estudo, 14% acham que Bolsonaro está no caminho errado e 11% não sabem ou não responderam à pergunta. 
Os números mostram que, quanto maior a renda familiar, maior o percentual dos que acreditam que o presidente eleito está no caminho certo. O índice é de 70% entre aqueles com renda familiar de até um salário mínimo e chega a 82% entre os que têm renda familiar superior a cinco salários mínimos."

Fábio Assunção ator da campanha #EleNão é flagrado bêbado em supermercado

Ator se envolveu em varias polêmicas de 2017 para cá. Dessa vez foi pego bêbado e baixo efeitos de outras substancias.

Foto: Fábio Assunção ator da campanha  #EleNão 

 Fábio Assunção foi apego pelo segurança de um supermercado a fumar um cigarro no espaço comercial, num momento em que se mostra visivelmente embriagado.
Ator continua mostrando o nível da galeria #EleNão, que não para de dar vechames.
O nome do ator brasileiro está a ser tema de notícia em todos meios de comunicação por um vídeo que se tornou viral nas redes sociais. Nas imagens, Fábio Assunção aparece a fumar um cigarro dentro de um supermercado.

Quando o agente de segurança se aproxima e pediu que o apagasse, o intérprete começou dizer coisas sem sentido e a chamar pelo gerente da loja. Um homem que estava ali perto resolveu a situação ao acompanhar o ator até à rua.

Veja o Vídeo


Pesquisadores encontram dois mil itens em escombros do Museu Nacional

Cinco meses após ser destruído por um incêndio, o museu abriu as portas, pela primeira vez, para pessoas que não trabalham na instituição.

 Pesquisadores encontram dois mil itens em escombros do Museu Nacional 
  Cinco meses depois de ser destruído por um incêndio, o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, recebeu, nesta terça-feira (12), pessoas que não trabalham na instituição. Foi possível ver o que restou das instalações e acompanhar o trabalho minucioso de recuperação do acervo que sobrou, peça por peça.

O resgate começou pelo alto. Os pesquisadores do Museu Nacional tiveram que aprender a trabalhar pendurados.

“Um guindaste pegava esses pesquisadores, levantava eles numa espécie de gaiola e levava para as partes altas do museu. Minha sala ficava naquelas duas janelas lá. Eu descia de guindaste e ficava lá em cima procurando alguma coisa que pudesse... Isso foi feito em várias áreas do museu”, contou Sérgio Alex Azevedo, professor de paleontologia da UFRJ e pesquisador do Museu Nacional.
Algumas paredes ficaram em pé, mas, atrás delas, só entulho. Bem diferente de como era antes. “É bem difícil voltar aqui, subir por essa entrada principal por onde passavam cerca de 300 mil visitantes por ano em busca de encontrar a história do Brasil, e encontrar isso aqui”, fala a repórter Mônica Sanches.

Vigas retorcidas, fios derretidos. Num canto, um velho extintor; em outra parede, a caixa de luz queimada. A causa do incêndio ainda é um mistério. A Polícia Federal espera a conclusão de um laudo técnico.
Por todo o lado, dá para ver as marcas do fogo e os pedaços do passado que teimam em resistir. A homenagem ao botânico alemão, os símbolos da monarquia. Num espaço, o que sobrou do acervo da mineralogia.

Armários de ferro - resistentes, antigos, encontrados com as gavetas fechadas, - renderam boas surpresas para os pesquisadores. Nesta parte do acervo, já foram encontradas mil peças.
“Só que aqui tinha 70 mil exemplares, né? Então, vamos ver o que a gente vai conseguir retirar. A gente tem esperança que esse material esteja em boas condições”, disse a pesquisadora Luciana Carvalho.

O museu virou um campo de pesquisa arqueológica, um garimpo. Das ruínas, surgem ossos, conchas, pedras, pedaços de vasos feitos por índios. Em cinco meses de buscas, os pesquisadores já encontraram 2 mil itens.
Esse trabalho vai continuar até o fim de 2019. Ainda não há prazo para a restauração total do prédio.

“Tem nos surpreendido de uma forma extremamente positiva, e que nos dá um problema. Precisamos de mais espaço, de mais contêineres e mais infraestrutura para continuar este trabalho. Ou seja, nós estamos agora conseguindo, felizmente, recuperar parte da história brasileira, graças a este grupo de pessoas que está se dedicando todos os dias para fazer essa atividade”, disse o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner. 




Fonte: G1

A esquerda realmente pretende acabar com o racismo no Brasil?

Acompanhe o vídeo onde é citado o período monárquico no Brasil como exemplar nessa questão!



Nunca será resolvido o Problema do Racismo no Brasil se depender da Esquerda!!! Pois se Utilizam do Negro pra Obter Vantagens Infinitas!

Veja o Vídeo: 


USP cancela matrículas de estudantes de colégios militares aprovados pelo Sisu

Comando Militar vê retaliação a governo Bolsonaro na decisão; USP alega que escolas não se enquadram no sistema de cotas


Cidade universitária da Universidade de São Paulo (USP) Foto: Rafael Arbex/Estadão
Uma decisão da Universidade de São Paulo (USP) de cancelar matrículas de estudantes de colégios militares aprovados no vestibular por meio do Sistema de Seleção Unificado (Sisu) mobilizou, na tarde desta sexta-feira, 15, o Comando do Exército e o Ministério da Educação. A corporação identificou na medida da universidade uma retaliação ao governo Jair Bolsonaro.

A Pró-Reitoria de Graduação da universidade alegou que as 12 escolas mantidas pelo Exército não se enquadrariam no sistema de cotas por serem mantidas por contribuições e quotas mensais pagas por pais de alunos. 

Numa reunião fechada no campus que se estendeu ao longo da tarde desta sexta, um representante do Comando do Sudeste, sediado em São Paulo, tentou convencer dirigentes da universidade a reverter a decisão, que afeta mais de 20 alunos, nas contas do Exército, ou dez, na estimativa da USP. Ele saiu de lá apenas com a promessa de que o caso seria analisado, sem previsão de prazo, relataram ao Estado militares envolvidos na questão. O ato foi interpretado pela corporação como um “ataque político” para atingir o governo Jair Bolsonaro.

O governador de São Paulo, João Doria, foi acionado pelo Comando Militar do Sudeste, pois a universidade é mantida pelo Estado. Ao mesmo tempo, os militares telefonaram para Brasília. Uma operação foi deflagrada à noite na capital federal pelos militares. O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, foi acionado e entrou para interferir a favor dos alunos.

Matrícula. Nesta quinta-feira, 14, a universidade enviou e-mail aos estudantes para informar sobre o cancelamento da matrícula dos aprovados no concurso de acesso da instituição por meio das cotas de escolas públicas. Numa mensagem obtida pela reportagem, a universidade informa a um aluno aprovado no curso de Medicina que cancelou sua matrícula para não “burlar” a “finalidade das políticas de inclusão”.

O texto foi elaborado pela Comissão para o Monitoramento Operacional do Processo de Ingresso. O pró-reitor de Graduação, Edmund Chada Baracat, assinou a mensagem. 

Presidente exonera Gustavo Bebianno

Bolsonaro confirma demissão de Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência e general ocupa cargo


(Foto: )

O presidente Jair Bolsonaro decidiu mesmo demitir o ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno (PSL), conforme foi anunciado na sexta-feira. Ao anunciar a decisão, o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros (foto), disse que o substituto será o general da reserva Floriano Peixoto Neto.
Otávio Rêgo Barros leu uma nota da Presidência, na qual Bolsonaro agradeceu a “dedicação” de Bebianno durante a permanência no cargo de ministro.

O presidente ainda desejou “sucesso” ao agora ex-ministro.
“O excelentíssimo senhor presidente da República Jair Messias Bolsonaro decidiu exonerar nesta data, do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, o senhor Gustavo Bebianno Rocha. O senhor presidente da República agradece sua dedicação à frente da pasta e deseja sucesso em sua nova caminhada”, declarou o porta-voz.
De acordo com Rêgo Barros, a decisão de Bolsonaro de demitir Bebianno é de “foro íntimo do nosso presidente”.

Primeiro ministro a deixar o governo, Bebianno despachava do Palácio do Planalto e foi um dos coordenadores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro no ano passado.

A demissão do ministro é confirmada em meio a uma crise no governo gerada pela suspeita de que o PSL, partido ao qual Bolsonaro e Bebianno são filiados, usou candidatura “laranja” nas eleições do ano passado.

Atrasos no programa de investimentos acabaram deixando 69 projetos de infraestrutura engatilhados para atual administração.

Governo Bolsonaro surfa em herança negativa de Temer e quer leiloar aeroportos, ferrovia e portos nos 100 primeiros dias


A parte de transportes foi a maior decepção dentro do projeto durante o Governo Temer.
 Apenas quatro aeroportos, uma rodovia e nenhuma ferrovia.                 
 O governo Jair Bolsonaro estipulou 35 metas a serem alcançadas já nos primeiros 100 dias de governo. Enquanto a esperada - e complicada - reforma da Previdência ficou de fora desse pacote, o que entrou e poderá permitir à nova administração mostrar resultados rápidos na área econômica são dezenas de projetos de infraestrutura herdados do governo de Michel Temer.

O Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) - anunciado em setembro de 2016 com uma carteira de obras e estatais a serem concedidas ou vendidas ao capital privado - apresentou os atrasos habituais que o brasileiro está acostumado a ver na administração pública e saiu parcialmente do papel no governo anterior.


                     Além da Norte-Sul, o PPI quer leiloar mais onze ferrovias até 2020                 

 As privatizações também não saíram do papel A proposta de venda de ações da Eletrobras, anunciada para a primeira metade de 2018 e agora prevista para 2020, vem enfrentando questionamentos na Justiça e resistência no Congresso. A venda da Casa da Moeda segue em fase de estudos. Já a concessão da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex), a "raspadinha", já foi adiada três vezes por falta de interessados.

Apesar dos atrasos, o PPI recebe uma avaliação predominantemente positiva entre empresários e analistas da área de infraestrutura. A percepção é que o principal mérito do programa, que conta com apenas 50 pessoas, foi coordenar projetos que estavam "espalhados" em diferentes ministérios, centralizando a interlocução entre os diversos órgãos envolvidos - ministérios, agências reguladoras, órgãos de controle como Tribunal de Contas da União e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - e o meio de campo com o setor privado.

"Considerando que (a gestão Temer) foi um governo curto, acho que o balanço foi positivo. Houve um bom trabalho de estruturação dos projetos e o novo governo tem mais é que aproveitar essa herança", afirma o pesquisador do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da FGV Edson Gonçalves.

24 projetos entre março e abril

A gestão Bolsonaro pretende botar no mercado 24 projetos nos primeiros cem dias. Entre 15 de março e 5 de abril, o plano é que sejam leiloados 10 terminais portuários, a ferrovia Norte-Sul, a rede de comunicações integradas do Comando da Aeronáutica e 12 aeroportos - Recife (PE), João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Maceió (AL), Aracajú (SE), Juazeiro do Norte (CE), Vitória (ES), Macaé (RJ) e mais cinco no Mato Grosso.







                     A ferrovia Norte-Sul está entre as ferrovias que serão leiloadas                 

 A previsão é que esses projetos gerem R$ 2,3 bilhões em outorgas e R$ 8,3 bilhões de investimentos ao longo dos contratos, que têm prazo de até 30 anos.
A carteira recebida de Temer soma no total 69 projetos: o programa prevê outros 24 concedidos até o final do ano e mais 21 em 2020, com destaque para mais onze ferrovias e seis rodovias.

O impacto sobre a economia, porém, não será sentido de imediato, já que os investimentos em infraestrutura demandam etapas, como o licenciamento ambiental, que podem levar mais de um ano, nota o economista Claudio Frischtak, sócio da Inter B. Consultoria.

Ele estima que a taxa de investimento em infraestrutura deve ficar em 1,6% do PIB (total de riquezas produzidas no país) neste ano, patamar parecido com os de 2017 e 2018 e inferior a média de 2,2% vista de 2010 a 2016.
Na sua projeção, os investimentos devem se acelerar a partir de 2020, o que pode levar essa taxa a 4% em 2022. "Seria um pequeno milagre. Não vemos esse patamar há muitos anos", destaca.

Para isso se concretizar, porém, "tudo tem que dar certo", afirma Frischtak. Isso significa novos projetos serem incluídos no PPI e o governo conseguir aprovar no Congresso as reformas que vem prometendo, como a da Previdência (para equilibrar as contas públicas), o novo marco regulatório do saneamento básico (para destravar obras no setor) e uma lei das agências regulatórias (que dê mais segurança jurídica).

'Não foi consequência do que sobrou do governo', diz secretário

O governo Bolsonaro já mapeou mais 94 projetos, quase metade de aeroportos (44), que podem ser incluídos no PPI. Tudo está sendo tocado sob o comando de Adalberto Vasconcelos, engenheiro com duas décadas de experiência no Tribunal de Contas da União que foi mantido como secretário especial do programa.
Ele não vê os projetos iniciados na gestão anterior como "herança".


                     É na parte das rodovias que as PPIs têm tido mais dificuldade                 

 "Não foi consequência do que sobrou do governo. Foi algo planejado para dar continuidade administrativa. É uma virtude do governo manter o programa e aos leilões planejados", afirma.

Para reforçar o argumento, o secretário ressalta que 18 projetos entraram na carteira em julho de 2018, quando faltavam menos de seis meses para o fim da gestão Temer. O grosso dos projetos atrasados, no entanto, foi anunciado até agosto de 2017 (60 dos 69).
É o caso, por exemplo, da construção da Ferrogrão, ferrovia de 933 km para escoar a produção de grãos de Mato Grosso, partindo da cidade de Sinop, até o porto de Miritituba no Rio Tapajós, Pará.

O projeto foi anunciado na primeira reunião do PPI, em setembro de 2016, mas se encontra em fase de consulta pública. Seu traçado impactará mais de 20 áreas protegidas, entre Terras Indígenas e Unidades de Conservação. A Rede Xingu+, que representa povos e comunidades da região, teme que o empreendimento estimule mais plantações assim como a abertura de mais estradas para levar a carga até a ferrovia, atingindo seus territórios e nascentes de rios. 

O Governo prevê leiloar a Ferrogrão até o fim de 2019.
"Cada setor de infraestrutura tem seu timing. Quando você faz um terminal portuário, (o impacto) é localizado. Uma linha de transmissão também não dá muita discussão. Mas quando você vai fazer uma rodovia, uma ferrovia, tem interferência, precisa fazer a consulta", afirma Vasconcelos, ao explicar a diferença de andamento dos projetos.

Mas não é só isso: a diferença de ritmo também reflete o que Temer herdou do governo Dilma Rousseff. No caso das linhas de transmissão, foi possível aproveitar projetos que haviam empacado em diversas tentativas mal sucedidas de leilões entre 2013 e 2016. Em agosto de 2015, por exemplo, quando o governo ofertou 11 lotes, só quatro foram arrematados, sendo que três receberam apenas um lance.

Segundo o secretário, o PPI fez ajustes nos contratos, tornando a remuneração do investimento mais atrativa, o que levou a 100% de sucesso nos 82 leilões de transmissão realizados na gestão Temer.

No caso do setor portuário, que não tinha concessões desde 2013, foi possível fazer oito novas, além de nove renovações, aproveitando estudos já em andamento na Empresa de Planejamento e Logística.
Já na parte de ferrovias, rodovias e aeroportos o trabalho a ser feito era maior, segundo o secretário. "Em ferrovias, o governo anterior não tinha feito nada", justifica.

Leilão da Ferrovia Norte-Sul enfrenta polêmica

O leilão de um trecho da Norte-Sul, previsto para 28 de março, será a primeira concessão de ferrovia à iniciativa privada em doze anos no Brasil. São 1.537 km de extensão, ligando Estrela d'Oeste (SP) a Porto Nacional (TO). O lance mínimo para o leilão está previsto em R$ 1,35 bilhão e os investimentos obrigatórios no prazo de dois anos para acabamento e melhoria da malha são de R$ 2,8 bilhões.

O edital foi aprovado pelo TCU, apesar das críticas do procurador do Ministério Público que atua junto ao tribunal Júlio Marcelo de Oliveira.
Na sua avaliação, o contrato traz regras favoráveis à VLI (empresa de logística da mineradora Vale que opera ferrovias no norte do país) e à Rumo (que opera a malha ferroviária em São Paulo), afastando investidores estrangeiros. Isso porque o edital prevê solução temporária, de apenas cinco anos, para o "direito de passagem" da carga transportada na Norte-Sul seguir depois por trilhos das duas empresas até o porto de Santos (SP) ou os portos em São Luís (MA).

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, na avaliação do MP, a regra do direito de passagem não foi acatada pelas empresas que já atuam no setor. O "direito de passagem" teria sido imposto de forma unilateral pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mudando regras de contratos já existentes, "o que poderia levar a questionamentos jurídicos". "Na opinião do procurador", diz o jornal, "esse fato retira a atratividade da licitação, já que não seria garantido que a Vale deixaria locomotivas de outras empresas percorrerem o trecho que hoje administra". 


                     A gestão Bolsonaro quer botar no mercado 24 projetos nos primeiros cem dias                 

 "Não se há de admitir uma licitação viciada, dirigida, feita sob medida para a vitória de interessado previamente identificável", escreveu o procurador no ano passado, em artigo para o site Consultor Jurídico, sobre o leilão.

Adalberto Vasconcelos contesta as críticas. Segundo ele, o governo fará a renovação antecipada das concessões de ferrovia, inclusive as operadas por VLI e Rumo, e nos novos contratos as empresas terão que abrir mão da exclusividade de passagem da carga. Ele argumenta ainda que a Estrada de Ferro Carajás, da VLI, foi recentemente duplicada, de modo que é vantagem para a empresa escoar a carga da Norte-Sul.

"Qualquer trem que passar por ali é renda extra para a Vale. Precisamos resolver o direito de passagem, isso será feito na prorrogação, mas não existe esse problema hoje, tanto que o TCU aprovou o edital", disse.

Além da Norte-Sul, o PPI quer leiloar mais onze ferrovias até 2020 - a previsão é dobrar a parcela de carga transportada trens no Brasil de 15% para 31% a partir de 2025.


Problema maior nas rodovias

Mas é na parte de rodovias, em que as obras têm grande potencial de geração de empregos, que o PPI mais tem enfrentado dificuldades.

A primeira concessão - da Rodovia de Integração do Sul (RIS), com 473 km que cortam 32 municípios gaúchos - saiu com atraso em novembro. A CCR ganhou a operação por 30 anos ao oferecer o menor pedágio (R$ 4,30) e terá que investir R$ 7,8 bilhões em obras de melhorias e duplicação de alguns trechos.

Foi o primeiro leilão desde abril de 2014. "É um avanço muito lento que está totalmente defasado em relação às necessidades do país", crítica Cesar Borges, presidente da ABCR (Associação Brasileira de Concessões Rodoviárias) e ex-ministro dos Transportes por cerca de um ano no governo Dilma.


O governo Bolsonaro já mapeou mais 94 projetos, quase metade de aeroportos (44),
 que podem ser incluídos no PPI       
         

"Mas defendemos que é melhor manter o PPI do que voltar pra estaca zero e recomeçar tudo de novo", ponderou.
Para 2019, só há previsão de mais duas concessões: um trecho da BR 101 (SC) e a BR 364/365 (GO/MG). Na avaliação de Borges, o grande entrave está nas revisões dos projetos impostas pelo Tribunal de Contas da União.

"Estão sempre colocando questões pseudotécnicas para aprimorar o projeto, mas que no fundo vão criando delongas, embaraços e inseguranças", reclama.
A questão é que as concessões de rodovias realizadas em 2013 e 2014 deram muito problema, o que elevou as exigências do tribunal na revisão dos novos projetos. São contratos que previam investimentos, como duplicação de estradas, e não estão sendo cumpridos. As empresas reclamam que o cenário econômico mudou, com queda no volume de tráfego, de modo que os valores fixados nos pedágios não são suficientes. Elas querem repactuar os contratos e, em alguns casos, até mesmo devolver a concessão.

O próprio Borges reconhece que de um total de cerca de 10 mil km concedidos, "quase 5 mil km tem problemas que pode levar até a devolução".
"Tem que ter bom senso pra sentar, repactuar e destravar os investimentos. Isso envolve a concessionário, o governo e os órgãos de controle", defende.
Já o procurador Julio Marcelo defende a postura do TCU e diz que "as empresas dão lances agressivos e aventureiros já pensando na repactuação".

"O PPI trouxe avanços na coordenação de projetos, agora espera-se que continue a incrementar a qualidade (dos projetos) para restaurar uma cultura de seriedade do cumprimento dos contratos no Brasil", disse à reportagem.


Arquivo do blog